Planetas ROCHOSOS
. Planetas rochosos, ou "telúricos' (do latim Tellus um sinônimo de Terra) ou planetas sólidos são planetas rochosos assim como a
Terra. São 4 os planetas rochosos do Sistema Solar: Mercúrio, Vênus, Terra e
Marte.
A distância média entre o Sol e a
Terra é de cerca de 150 milhões de km e, por definição, equivale a uma unidade
astronômica (ou simplesmente 1 UA).
MERCÚRIO: É o menor e mais interno
planeta do Sistema Solar, orbitando o Sol a cada 87,969 dias terrestres. Sua
órbita tem a maior excentricidade e seu eixo apresenta a menor inclinação em
relação ao plano da órbita dentre todos os planetas do Sistema Solar. Mercúrio
completa três rotações em torno de seu eixo a cada duas órbitas. O periélio da
órbita de Mercúrio apresenta uma precessão de 43 segundos de arco por século,
um fenômeno explicado somente no século XX pela Teoria da Relatividade Geral
formulada por Albert Einstein. Sua aparência é brilhosa quando observado da
Terra, tendo uma magnitude aparente que varia de −2,6 a 5,7, embora não seja
facilmente observado pois sua separação angular do Sol é de apenas 28,3º. Uma
vez que Mercúrio normalmente se perde no intenso brilho solar, exceto em eclipses
solares, só pode ser observado a olho nu durante o crepúsculo matutino ou
vespertino.
Comparado a outros planetas, pouco se
sabe a respeito de Mercúrio, pois telescópios em solo terrestre revelam apenas
um crescente iluminado com detalhes limitados. As duas primeiras espaçonaves a
explorar o planeta foram a Mariner 10, que mapeou aproximadamente 45% da
superfície do planeta entre 1974 e 1975, e a MESSENGER, que mapeou outros 30%
da superfície durante um sobrevoo em 14 de janeiro de 2008. O último sobrevoo
ocorreu em setembro de 2009 e a nave entrou em órbita do planeta em 18 de março
de 2011, quando começou a mapear o restante do planeta, numa missão com duração
nominal de um ano terrestre.
Mercúrio tem uma aparência similar à
da Lua com crateras de impacto e planícies lisas, não possuindo satélites
naturais nem uma atmosfera substancial. Entretanto, diferentemente da Lua,
possui uma grande quantidade de ferro no núcleo que gera um campo magnético,
cuja intensidade é cerca de 1% da intensidade do campo magnético da Terra. É um
planeta excepcionalmente denso devido ao tamanho relativo de seu núcleo. A
temperatura em sua superfície varia de 90 a 700 K (−183 °C a 427 °C). O ponto
subsolar é a região mais quente e o fundo das crateras perto dos polos as
regiões mais frias.
VÊNUS: É o segundo planeta do Sistema Solar em ordem
de distância a partir do Sol, orbitando-o a cada 224,7 dias. Recebeu seu nome
em homenagem à deusa romana do amor e da beleza Vénus, equivalente a Afrodite.
Depois da Lua, é o objeto mais brilhante do céu noturno, atingindo uma
magnitude aparente de -4,6, o suficiente para produzir sombras. Como Vénus se
encontra mais próximo do Sol do que a Terra, ele pode ser visto aproximadamente
na mesma direção do Sol (sua maior elongação é de 47,8°). Vénus atinge seu
brilho máximo algumas horas antes da alvorada ou depois do ocaso, sendo por
isso conhecido como a estrela da manhã (Estrela d'Alva) ou estrela da tarde
(Vésper); também é chamado Estrela do Pastor.
Vênus é considerado um planeta do tipo
terrestre ou telúrico, chamado com frequência de planeta irmão da Terra, já que
ambos são similares quanto ao tamanho, massa e composição. Vénus é coberto por
uma camada opaca de nuvens de ácido sulfúrico altamente reflexivas, impedindo
que a sua superfície seja vista do espaço na luz visível. Ele possui a mais
densa atmosfera entre todos os planetas terrestres do Sistema Solar,
constituída principalmente de dióxido de carbono. Vénus não possui um ciclo do
carbono para fixar o carbono em rochas ou outros componentes da superfície, nem
parece ter qualquer vida orgânica para absorvê-lo como biomassa. Acredita-se
que no passado Vénus possuía oceanos como os da Terra, que se evaporaram quando
a temperatura se elevou, restando uma paisagem desértica, seca e poeirenta, com
muitas pedras em forma de placas. A água provavelmente se dissociou e, devido à
inexistência de um campo magnético, o hidrogênio foi arrastado para o espaço interplanetário
pelo vento solar. A pressão atmosférica na superfície do planeta é 92 vezes a
da Terra.
A superfície venusiana foi objeto de
especulação até que alguns dos seus segredos foram revelados pela ciência
planetária no século XX. Ele foi finalmente mapeado em detalhes pelo Projeto
Magellan em 1990-91. O solo apresenta evidências de extenso vulcanismo e o
enxofre na atmosfera pode indicar que houve algumas erupções recentes.
Entretanto, a falta de evidência de fluxo de lava acompanhando algumas das
caldeiras visíveis permanece um enigma. O planeta possui poucas crateras de
impacto, demonstrando que a superfície é relativamente jovem, com idade de
aproximadamente 300-600 milhões de anos. Não há evidência de placas tectônicas,
possivelmente porque a crosta é muito forte para ser reduzida, sem água para
torná-la menos viscosa. Em vez disso, Vénus pode perder seu calor interno em
eventos periódicos de reposição da superfície.
TERRA: É o terceiro planeta mais
próximo do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito planetas do Sistema
Solar. É também o maior dos quatro planetas telúricos. É por vezes designada
como Mundo ou Planeta Azul. Lar de milhões de espécies de seres vivos,
incluindo os humanos, a Terra é o único corpo celeste onde é conhecida a
existência de vida. O planeta formou-se há 4,54 bilhões (mil milhões) de anos,
e a vida surgiu na sua superfície um bilhão de anos depois. Desde então, a
biosfera terrestre alterou significativamente a atmosfera e outros fatores
abióticos do planeta, permitindo a proliferação de organismos aeróbicos, bem
como a formação de uma camada de ozônio, a qual, em conjunto com o campo
magnético terrestre, bloqueia radiação solar prejudicial, permitindo a vida no
planeta. As propriedades físicas do planeta, bem como suas história geológica e
órbita, permitiram que a vida persistisse durante este período. Acredita-se que
a Terra poderá suportar vida durante pelo menos outros 500 milhões de anos.
A sua superfície exterior está
dividida em vários segmentos rígidos, chamados placas tectônicas, que migram
sobre a superfície terrestre ao longo de milhões de anos. Cerca de 71% da
superfície da Terra está coberta por oceanos de água salgada, com o restante
consistindo de continentes e ilhas, os quais contêm muitos lagos e outros
corpos de água que contribuem para a hidrosfera. Não se conhece a existência de
água no estado líquido em equilíbrio, necessária à manutenção da vida como a
conhecemos, na superfície de qualquer outro planeta. Os polos geográficos da
Terra encontram-se maioritariamente cobertos por mantos de gelo ou por
banquisas. O interior da Terra permanece ativo, com um manto espesso e
relativamente sólido, um núcleo externo líquido que gera um campo magnético, e
um núcleo interno sólido, composto sobretudo por ferro.
A Terra interage com outros objetos no
espaço, em particular com o Sol e a Lua. No presente, a Terra orbita o Sol uma
vez por cada 366,26 rotações sobre o seu próprio eixo, o que equivale a 365,26
dias solares ou um ano sideral. O eixo de rotação da Terra possui uma
inclinação de 23,4° em relação à perpendicular ao seu plano orbital, produzindo
variações sazonais na superfície do planeta com período igual a um ano tropical
(365,24 dias solares). A Lua é o único satélite natural conhecido da Terra,
tendo começado a orbitá-la há 4,53 bilhões de anos. É responsável pelas marés,
estabiliza a inclinação axial da Terra e abranda gradualmente a rotação do
planeta. Entre aproximadamente 4,1 e 3,8 bilhões de anos atrás, durante o
intenso bombardeio tardio, impactos de asteroides causaram mudanças
significativas na superfície terrestre.
Os recursos minerais da
Terra em conjunto com os produtos da biosfera, fornecem recursos que são
utilizados para suportar uma população humana global. Estes habitantes da Terra
estão agrupados em cerca de 200 estados soberanos, que interagem entre si por
meio da diplomacia, viagens, comércio e ação militar. As culturas humanas desenvolveram
várias crenças sobre o planeta, incluindo a sua personificação em uma deidade,
a crença numa Terra plana, ou em que a Terra é o centro do universo, e uma
perspectiva moderna do mundo como um ambiente integrado que requer proteção
MARTE:
É
o quarto planeta a contar do Sol e é o último dos quatro planetas telúricos (ou
rochosos) no Sistema Solar. A sua distância é de 1,5 UA do Sol (ou seja, a uma
vez e meia a distância da Terra ao Sol). De noite, aparece como uma estrela
vermelha, razão por que os antigos romanos lhe deram o nome de Marte, o deus da
guerra. Os chineses, coreanos e japoneses chamam-lhe "Estrela de
Fogo", baseando-se nos cinco elementos da filosofia tradicional oriental.
Executa uma volta em torno do Sol em 687 dias terrestres (quase 2 anos
terrestres). Marte é um planeta com algumas afinidades com a Terra: tem um dia
com uma duração muito próxima do dia terrestre e o mesmo número de estações.
Marte tem calotas polares que contêm água e dióxido de carbono gelados, o maior
vulcão conhecido do sistema solar - o Olympus Mons, um desfiladeiro imenso,
planícies, antigos leitos de rios secos, tendo sido recentemente descoberto um
lago gelado. Os primeiros observadores modernos interpretaram aspectos da
morfologia superficial de Marte de forma ilusória, que contribuíram para
conferir ao planeta um estatuto quase mítico: primeiro foram os canais; depois
as pirâmides, o rosto humano esculpido, e a região de Hellas no sul de Marte
que parecia que, sazonalmente, se enchia de vegetação, o que levou a imaginar a
existência de marcianos com uma civilização desenvolvida. Hoje sabemos que
poderia ter existido água abundante em Marte e que formas de vida primitiva
podem, de fato, ter surgido.
PLANETAS GASOSOS
Planetas gasosos ou Gigantes Gasosos são
planetas de grandes dimensões (diâmetro e massa) que não são principalmente
compostos de rocha ou outras matérias sólidas. Os 4 planetas gasosos do Sistema
Solar são: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Os Gigantes Gasosos diferenciam-se dos
restantes membros do Sistema Solar pelas suas dimensões e também pela sua composição
química e estrutural.
Esses planetas são corpos compostos
principalmente de gases (Hidrogénio, Hélio, Metano) possuindo um pequeno núcleo
sólido rochoso no seu interior. A sua composição é semelhante à da nebulosa
original que deu formação ao Sistema Solar.
A distância média entre o Sol e a
Terra é de cerca de 150 milhões de km e, por definição, equivale a 1 unidade
astronômica (UA), que é a unidade de distância utilizada para descrever as
órbitas de planetas e outros corpos do Sistema Solar.
JÚPITER: É o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro
quanto em massa e é o quinto mais próximo do Sol. Possui menos de um milésimo
da massa solar, contudo tem 2,5 vezes a massa de todos os outros planetas em
conjunto. É um planeta gasoso junto com Saturno, Urano e Neptuno. Estes quatro
planetas são por vezes chamados de planetas jupiterianos ou planetas jovianos.
Júpiter é um dos quatro gigantes gasosos, isto é, não é composto primariamente
de matéria sólida. Júpiter é composto principalmente de hidrogênio e hélio. O
planeta também pode possuir um núcleo composto por elementos mais pesados. Por
causa de sua rotação rápida, de cerca de dez horas, ele possui o formato de uma
esfera oblata. Sua atmosfera é dividida em diversas faixas, em várias
latitudes, resultando em turbulência e tempestades onde as faixas se encontram.
Uma dessas tempestades é a Grande Mancha Vermelha, uma das características
visíveis de Júpiter mais conhecidas e proeminentes, cuja existência data do
século XVII, com ventos de até 500 km/h e possuindo um diâmetro transversal
duas vezes maior do que a Terra.
Júpiter é observável a olho nu, com uma
magnitude aparente máxima de -2,8, sendo no geral o quarto objeto mais
brilhante no céu, depois do Sol, da Lua e de Vênus. Por vezes, Marte aparenta
ser mais brilhante do que Júpiter. O planeta era conhecido por astrônomos de
tempos antigos e era associado com as crenças mitológicas e religiosas de
várias culturas. Os romanos nomearam o planeta de Júpiter, um deus de sua
mitologia.
Júpiter possui um tênue sistema de
anéis, e uma poderosa magnetosfera. Possui pelo menos 64 satélites, dos quais
se destacam os quatro descobertos por Galileu Galilei em 1610: Ganímedes, o
maior do Sistema Solar, Calisto, Io e Europa, os três primeiros são mais
massivos que a Lua sendo que Ganímedes possui um diâmetro maior que o do
planeta Mercúrio.
Em tempos modernos, várias sondas
espaciais visitaram Júpiter, todas elas de origem estadunidense. A Pioneer 10
passou por Júpiter em Dezembro de 1973, seguida pela Pioneer 11, cerca de um
ano depois. A Voyager 1 passou em Março de 1979, seguida pela Voyager 2 em Julho
do mesmo ano. A sonda espacial Galileu entrou na órbita de Júpiter em 1995,
enviando uma sonda através da atmosfera de Júpiter no mesmo ano e conduzindo
múltiplas aproximações com os satélites galileanos até 2003. A sonda Galileu
também presenciou o impacto do cometa Shoemaker-Levy 9 em Júpiter em 1994,
possibilitando a observação direta deste evento. Outras missões incluem a sonda
espacial Ulysses, Cassini-Huygens, e New Horizons, que utilizaram o planeta
para aumentar sua velocidade e ajustar a sua direção aos seus respectivos
objetivos. Um futuro alvo de exploração é Europa, satélite que potencialmente
possui um oceano líquido.
SATURNO: É o sexto planeta do Sistema
Solar, com uma órbita localizada entre as órbitas de Júpiter e Urano. É o
segundo maior planeta, após Júpiter, sendo um dos planetas gasosos do Sistema
Solar, porém o de menor densidade, tanto que se existisse um oceano grande o
bastante, Saturno flutuaria nele. Seu aspecto mais característico é seu
brilhante sistema de anéis, o único visível da Terra. Seu nome provém do deus
romano Saturno. Faz parte dos denominados planetas exteriores.
Saturno é um planeta gasoso,
principalmente composto de hidrogênio (97%), com uma pequena proporção de hélio
e outros elementos. Seu interior consiste de um pequeno núcleo rochoso e gelo,
cercado por uma espessa camada de hidrogênio metálico e uma camada externa de
gases. A atmosfera externa tem uma aparência suave, embora a velocidade do
vento em Saturno possa chegar a 1.800 km/h, significativamente tão rápido como
os de Júpiter, mas não tão rápidos como os de Netuno. Saturno tem um campo
magnético planetário intermediário entre as forças da Terra e o poderoso campo
ao redor de Júpiter.
Antes da invenção do telescópio,
Saturno era o mais distante dos planetas conhecidos. A olho nu não parecia ser
luminoso. O primeiro ao observar seus anéis foi Galileu em 1610, porém devido à
baixa inclinação de seus anéis e à baixa resolução de seu telescópio lhe
fizeram pensar a princípio que se tratava de grandes luas. Christiaan Huygens
com melhores meios de observação pode em 1659 visualizar com clareza os anéis.
James Clerk Maxwell em 1859 demonstrou matematicamente que os anéis não
poderiam ser um único objeto sólido, sendo que deveriam ser um agrupamento de
milhões de partículas de menor tamanho.
O movimento de rotação em volta do seu
eixo demora cerca de 10,5 horas, e cada revolução ao redor do Sol leva 29 anos
terrestres.
Tem um número elevado de satélites, 61
descobertos até então, e está cercado por um complexo de anéis concêntricos,
composto por dezenas de anéis individuais separados por intervalos, estando o
mais exterior destes situado a 138 000 km do centro do planeta geralmente
compostos por restos de meteoros e cristais de gelo. Alguns deles têm o tamanho
de uma casa.
Saturno é um esferoide oblato
(achatado nos polos) - seus diâmetros polares e equatoriais variam por quase
10% (120 536 km contra 108 728 km). Este é o resultado de sua rápida rotação.
Na linha do equador é notável uma pequena saliência, devido à velocidade de
rotação. Os outros planetas gasosos também são oblatos, mas em um menor grau.
Saturno é o único do sistema solar que é menos denso que a água, com uma
densidade média de 0,69 g/cm³.
URANO: É o sétimo
planeta a partir do Sol, o terceiro maior e o quarto mais massivo dos oito
planetas do Sistema Solar. Foi nomeado em homenagem ao deus grego do céu,
Urano, o pai de Cronos (Saturno) e o avô de Zeus (Júpiter). Embora seja visível
a olho nu em boas condições de visualização, não foi reconhecido pelos
astrônomos antigos como um planeta devido a seu pequeno brilho e lenta órbita.
William Herschel anunciou sua descoberta em 13 de maio de 1781, expandindo as
fronteiras do Sistema Solar pela primeira vez na história moderna. Urano foi
também o primeiro planeta descoberto por meio de um telescópio.
Urano tem uma composição similar à de
Netuno, e ambos possuem uma composição química diferente da dos maiores
gigantes gasosos, Júpiter e Saturno. Como tal, os astrônomos algumas vezes os
colocam em uma categoria separada, os "gigantes de gelo". A atmosfera
de Urano, embora similar às de Júpiter e Saturno em sua composição primária de
hidrogênio e hélio, contém mais "gelos" tais como água, amônia e
metano, assim como traços de hidrocarbonetos. É a mais fria atmosfera
planetária no Sistema Solar, com uma temperatura mínima de 49 K (–224 °C). Tem
uma complexa estrutura de nuvens em camadas, e acredita-se que a água forma as
nuvens mais baixas, e metano as mais exteriores. Em contraste, seu interior é
formado principalmente por gelo e rochas.
Como os outros planetas gigantes,
Urano tem um sistema de anéis, uma magnetosfera e vários satélites naturais. O
sistema uraniano tem uma configuração única entre os planetas porque seu eixo
de rotação é inclinado para o lado, quase no plano de translação do planeta.
Portanto, seus polos norte e sul estão quase situados onde seria o equador nos
outros planetas. Em 1986, imagens da sonda Voyager 2 mostraram Urano como um
planeta virtualmente sem características na luz visível, ao contrário dos
outros planetas gigantes que contêm faixas de nuvens e grandes tempestades.
Entretanto, observações terrestres têm mostrado sinais de mudanças sazonais e
aumento da atividade meteorológica nos últimos anos à medida que Urano se
aproximou do equinócio. A velocidade de vento no planeta pode alcançar 250
metros por segundo (900 km/h).
NETUNO: É o oitavo
planeta do Sistema Solar, e o último, em ordem de afastamento a partir do Sol,
desde a reclassificação de Plutão para a categoria de planeta-anão, em 2006,
que era o último dos planetas. É, tal como a Terra, conhecido como o
"Planeta Azul", mas não devido à presença de água. Neptuno recebeu o
nome do deus romano dos mares. É o quarto maior planeta em diâmetro, e o
terceiro maior em massa. Neptuno tem 17 vezes a massa da Terra e é ligeiramente
mais maciço do que Urano, que tem cerca de 15 vezes a massa da Terra e é menos
denso. O seu símbolo astronômico é Símbolo astronômico para Neptuno, uma versão
estilizada do tridente do deus Neptuno.
Descoberto em 23 de Setembro de 1846,
Neptuno foi o primeiro planeta encontrado por uma previsão matemática, em vez de
uma observação empírica. Inesperadas mudanças na órbita de Urano levaram os
astrónomos a deduzir que sua órbita estava sujeita a perturbação gravitacional
por um planeta desconhecido. Subsequentemente, Neptuno foi encontrado, a um
grau da posição prevista. A sua maior lua, Tritão, foi descoberta pouco tempo
depois, mas nenhuma das outras 12 luas do planeta foram descobertas antes do
século XX. Neptuno foi visitado por uma única sonda espacial, Voyager 2, que
voou pelo planeta em 25 de Agosto de 1989.
A composição de Neptuno é semelhante à
composição de Urano, e ambos têm composições diferentes das dos maiores
gigantes gasosos Júpiter e Saturno. A atmosfera de Neptuno, apesar de ser
semelhante à de Júpiter e de Saturno por ser composta basicamente de hidrogénio
e hélio, juntamente com os habituais vestígios de hidrocarbonetos e,
possivelmente, nitrogénio, contém uma percentagem mais elevada de
"gelos", tais como água, amónia e metano. Como tal, os astrónomos por
vezes colocam-nos numa categoria separada, os "gigantes de gelo". Em
contraste, o interior de Neptuno é composto principalmente de gelo e rochas,
como o de Úrano. Existem traços de metano nas regiões ultra periféricas que
contribuem, em parte, para a aparência azul do planeta.
Em oposição à
relativamente monótona atmosfera de Urano, a atmosfera de Neptuno é notável
pelos seus padrões climáticos ativos e visíveis. Netuno tem os ventos mais
fortes de qualquer planeta no sistema solar, que podem chegar a atingir os 2100
quilómetros por hora. Na altura do voo da Voyage dois, por exemplo, o seu
hemisfério sul possuía uma Grande Mancha Escura, comparável à Grande Mancha
Vermelha de Júpiter. A temperatura na alta atmosfera é geralmente próxima de
-218 °C (55,1 K), um dos mais frios do sistema solar, devido à sua grande
distância do sol. A temperatura no centro da Netuno é de cerca de 7000 °C (7270
K), o que é comparável à da superfície do Sol e semelhante à encontrada no
centro da maioria dos outros planetas do sistema solar. Netuno tem um pequeno e
fragmentado sistema de anéis, que pode ter sido detectado durante a década de
1960, mas só foi confirmado indiscutivelmente
Via: GALERIA DO METEORITO
EDITADO
POR LUANA








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