GALÁXIAS
Todos os planetas do nosso Sistema Solar
orbitam o Sol, que é apenas uma dentre bilhões de estrelas que compõe a nossa
galáxia: A Via Láctea. Observada e nomeada desde tempos muito remotos, foi
apenas descoberto que o “caminho de leite” na verdade se tratava de um imenso
número de estrelas, quando o famoso astrônomo Galileu Galilei a observou.
Quando observamos o céu em uma noite sem
nuvens podemos ver milhares de estrelas dependendo das condições do local de
onde observamos. Todas estas estrelas fazem parte desta galáxia em que o
sistema solar está localizado. Se abstrairmos um pouco e pensarmos cada vez
mais distante, haverá um momento em que será possível distinguir uma forma para
esta organização de estrelas, no caso da via Láctea será uma forma espiralada
praticamente planar, ou seja, a grande maioria das estrelas está localizada em
um plano, o “disco” galáctico. O primeiro astrônomo a chegar a esta conclusão
foi o também famoso William Herschel que mais tarde obteve confirmação de suas
observações quando Harlow Shapley descreveu como as estrelas estariam
organizadas em relação ao centro (bojo) da galáxia e também demonstrou que o
Sol está mais próximo à borda da Via Láctea.
As galáxias são, portanto, formadas de
estrelas, milhões ou bilhões delas. Existem várias classificações para cada uma
dependendo de sua forma, como por exemplo, galáxias irregulares, elípticas,
espirais, como é o caso da Via Láctea, Andrômeda, entre outras. As galáxias
espirais também podem possuir um formato característico que é denominado de
espiral barrada.
Entre as estrelas se encontra também muito
gás e poeira, de fato ¾ da massa de uma galáxia está na forma de gás e poeira.
Este é o material que restou de estrelas que já “se foram” e é também o material
que novas estrelas utilização para se formar. Comentando de maneira breve:
Estrelas são formadas principalmente por nuvens de gás, principalmente
hidrogênio, que é o elemento mais simples existente e o primeiro a sofrer o
processo de fusão nuclear no ciclo de reações que ocorrem durante o período de
atividade de uma estrela.
Toda essa poeira e gases existentes nas
galáxias também emitem luz porque seus átomos estão sendo excitados de alguma
forma pela radiação das estrelas vizinhas e quando seus respectivos elétrons
retornam ao estado fundamental, estes emitem fótons. Repare estas regiões
nebulosas observando, por exemplo, as partes de cores azuis e rosas nesta
fotografia da galáxia M66:
Observando em todas as direções é possível
ver galáxias que podem estar tão perto como algumas centenas de milhares de
anos luz até galáxias tão distantes que são necessários telescópios de grande
porte para se fotografar e estudar. Devido a estas grandes distancias envolvida
no estudo e observação de galáxias, parece pouco provável observa-las à vista
desarmada ou mesmo com pequenos telescópios ou binóculos.
Felizmente isto não é verdade, a Via Láctea
possui algumas galáxias satélites, isso mesmo, assim como a lua é um satélite
natural da Terra, existe galáxias pequenas quando comparadas à Via Láctea que
estão gravitacionalmente relacionadas “conosco”. Este fato intrigante nos
permite observar dois objetos muito interessantes que são melhores observados
de latitudes mais austrais devido à suas localizações no céu.
Todas estas características peculiares são o
motivo da descoberta relativamente tardia das nuvens de Magalhães. Como o nome
já sugere, estes objetos que mais tarde foram estudados e percebidos como
galáxias, foram descobertos pelo navegador Fernão de Magalhães em torno de
1519.
Juntamente com as nuvens de Magalhães, a grande galáxia de Andrômeda
também pode ser observada à vista desarmada.
Via: OBSERVATÓRIO
EDITADO POR LUANA



Nenhum comentário:
Postar um comentário