ESTRELAS
Segundo os
dicionários, Estrela é um astro que tem luz e calor próprio e que apresenta um
brilho cintilante; nome comum aos astros luminosos que mantêm praticamente as
mesmas posições relativas na esfera celeste, e que, observados a olho nu,
apresentam cintilação. Mas por trás disso, existem explicações mais
científicas:
Cada Estrela é na
verdade, uma violenta bola giratória de gás luminoso e quente. A quantidade de
gás que uma Estrela contém é muito importante, uma vez que influencia a
gravidade, a temperatura, a pressão, a densidade e o tamanho da Estrela.
As Estrelas nascem
em grupos, a maior parte dos quais se divide, mas outras são mantidas juntas
pela gravidade. O resto da vida de uma Estrela depende da sua massa. Quanto
mais massa, mais curta e tempestuosa é sua vida. Algumas são simplesmente tão
enormes que explodem. Mas a maioria tem um tempo estável de vida, brilhando
firmemente.
Com a mudança de
estações, novas Estrelas aparecem, sendo 6.000 o total visível durante o ano
todo. As Estrelas diferem muito em cor e brilho. Algumas são amarelas, outras
vermelhas (mais frias), outras azuis (mais quentes). Algumas brilham
intensamente, outras brilham pouco, a ponto de não enxergarmos da superfície
terrestre.
A VIDA
DE UMA ESTRELA
Todas as Estrelas
começam da mesma maneira. O espaço existente entre elas não é inteiramente
vazio. Nuvens de poeira e gás Hidrogênio flutuam aqui e ali, às vezes tão
espessas que obscurecem nossa visão das Estrelas. É por esse motivo que não
podemos ver o centro da nossa galáxia.
Mas em alguns locais
as nuvens começam a se condensar, ficando cada vez mais espessas. Isso acontece
porque as partículas da nuvem são atraídas umas contra as outras pela sua
própria gravidade. Conforme a nuvem se condensa, começa a esquentar. Durante um
período de milhões de anos ela acaba por se transformar numa bola de gás
Hidrogênio; essa bola se esquenta de tal maneira que atinge cerca de 1.100.000
graus Celsius e começam a ocorrer reações termonucleares, nas quais o
Hidrogênio começa a se transformar em Hélio, com grande liberação de energia.
A radiação
resultante é intensa, o suficiente para impedir que a bola de gás continue a se
contrair, e assim a Estrela assume um tamanho estável e, ao mesmo tempo, passa
a brilhar de maneira uniforme. Logo que começa a brilhar, a Estrela inicia uma
mudança lenta. A velocidade com que ela muda depende da rapidez do processo de
produção de energia nuclear em seu interior. A velocidade desse processo, por
sua vez, depende da massa da Estrela. Quanto maior a massa da Estrela, maior
sua luminosidade e temperatura, e mais rápida é a sua mudança.
Uma Estrela muda
porque sua reserva de Hidrogênio decresce. O centro de uma Estrela se contrai,
e a temperatura e pressão no centro se elevam. Ao mesmo tempo, a temperatura da
camada externa cai gradualmente. A Estrela se expande muito e transforma-se
numa Gigante Vermelha. Com o tempo, a Gigante Vermelha começa a perder material
de sua superfície. A força da gravidade na Estrela ultrapassa a pressão no seu
interior, e a Estrela começa a entrar em colapso, ou a desmoronar internamente.
As Estrelas grandes queimam a uma temperatura muito alta, consumindo
rapidamente seu combustível, por isso vivem apenas alguns milhões de anos.
Quando o combustível acaba, as Estrelas tornam-se instáveis e desaparecem numa
enorme explosão, transformando-se em Supernovas. A Estrela pode finalmente
tornar-se uma Anã Branca, talvez o último estágio de uma Estrela.
O material que forma
uma Anã Branca é tão compactado que a Estrela pode ter apenas o tamanho da
Terra ou menos. A Estrela pode então esfriar lentamente ou contrair-se ainda
mais. Se ela se contrair, ela pode tornar-se ou uma estrela de nêutrons ou uma
estrela colapsada chamada Buraco negro. Essas catástrofes não são frequentes,
ocorrendo aproximadamente uma vez em cada século em nossa galáxia. Mas elas não
passaram despercebidas, pois as Estrelas que sofreram essas explosões tornam-se
tão brilhantes que podem ser vistas durante o dia.
Quando a Estrela
desprende suas camadas externas ou explode, lança elementos no espaço, sob a
forma de gás e poeira. Esse gás e essa poeira podem eventualmente tornar-se
parte de uma nuvem que os condensam numa nova Estrela. Dessa forma, átomos dos
vários elementos podem ser reciclados em todo Universo. Alguns dos átomos que
constituem os nossos corpos e o nosso mundo podem ter nascido da morte de
Estrelas remotas
TIPOS
DE ESTRELAS
ANÃ BRANCA: Estrela pequena e quente, que se acredita
assinalar o estágio final de evolução de uma Estrela como o Sol. Uma Anã branca
é mais ou menos do tamanho da Terra, embora contenha tanta matéria quanto o
Sol. Essa matéria compacta é tão densa que um dedal dela pesaria uma tonelada
ou mais. As Anãs brancas são tão fracas que mesmo as mais próximas de nós, que
giram em torno de Sirius e de Procyon, só são vistas com telescópio.
Anã vermelha: Estrela fria e fraca, de massa menor que a
do Sol. As Anãs vermelhas são provavelmente as Estrelas mais abundantes em
nossa galáxia, embora seja difícil observá-las em virtude de seu brilho fraco.
Mesmo as Anãs vermelhas mais próximas, Próxima Centauri e a Estrela de Barnard,
são invisíveis sem telescópio.
Binária Eclipsante: Par de Estrelas que giram em órbitas uma da
outra. Assim, periodicamente uma delas passa em frente da outra para o
observador na Terra. A primeira binária eclipsante descoberta foi Algol.
Estrelas binárias (ou
Estrela dupla): Par de Estrelas que giram uma ao redor da
outra. A maioria das binárias dá, a olho nu, a impressão de ser uma Estrela
simples. Algumas dessas Estrelas estão tão próximas entre si que sua existência
só pode ser deduzida a partir da análise espectroscópica da luz que emitem. Em
algumas binárias uma Estrela eclipsa periodicamente a outra.
Estrela de nêutrons: Pequena Estrela densa, que se acredita
assinalar o ponto final da evolução de Estrelas com massa maior que o Sol. Uma
Estrela de nêutrons tem diâmetro de apenas cerca de 15 quilômetro, embora
contenha tanta matéria quanto nosso Sol. Essa matéria está comprimida de tal
maneira que um dedal pesaria milhares de milhões de toneladas. Acredita-se que
os pulsares, poderosas fontes de ondas de rádio, sejam Estrela de nêutrons.
Estrela variável: Estrela cuja produção de luz apresenta
variações. Algumas variam de tamanho, como as variáveis cefeídas; outras são
Estrelas duplas próximas, que periodicamente se eclipsam. Em 1975, mais de
25.000 Estrelas foram classificadas em nossa galáxia.
Gigantes Vermelhas: Estrelas maiores que o Sol, e de
temperatura mais baixa. Acredita-se que o estágio de gigante vermelha seja
alcançado próximo ao fim do ciclo de existência de uma Estrela, quando ela se
expande por força da pressão da radiação produzida pelas reações termonucleares
ocorridas em seu núcleo. O Sol deverá se transformar numa gigante vermelha
semelhante a Arcturus, dentro de mais ou menos 5.000 milhões de anos. As
Estrelas que se tornam dezenas ou centenas de vezes maiores do que o Sol são
chamadas supergigantes.
NEBULOSA: Massa de poeira e gás em nossa galáxia.
Algumas nebulosas são brilhantes, o que resulta da difusão da luz de Estrelas
situadas em seu interior. Outras são mais escuras.
Nebulosa planetária: Massa esférica de gás que, vista através de
um pequeno telescópio, apresenta um disco, semelhante a um planeta, o que
explica o seu nome. De fato, essas nebulosas nada têm a ver com planetas;
acredita-se que sejam as camadas externas de antigas Estrelas gigantes
vermelhas que passaram a vagar no espaço; seus núcleos teriam se transformado
em anãs brancas.
Nova: Estrela que está
explodindo. Em um único dia, seu
brilho aumenta 10.000 vezes ou mais, para depois esmaecer lentamente num
período de semanas ou meses. Acredita-se que as novas sejam sistemas de
Estrelas duplas nas quais o gás flui de uma Estrela para uma anã branca irmã.
Esse gás se inflama e é expelido da anã branca, causando a erupção de brilho.
Uma Estrela não é devastada por uma explosão de nova; assim o processo pode se
repetir, ao contrário do que se acredita que ocorra com as supernovas.
Pulsar: Fonte de rádio de pulsação rápida que se
acredita ser uma Estrela de nêutrons giratória e que emite um feixe de radiação
semelhante à luz de um farol. Os pulsares foram descobertos em 1967, e hoje já
são conhecidos cerca de 150 pulsares. O pulsar mais rápido pulsa 30 vezes por
segundo (centro da nebulosa do Caranguejo) e os mais lentos pulsam uma vez em
cada 3 segundos, mais ou menos.
Quasar: Objeto de grande intensidade de brilho,
situado num ponto remoto do espaço, e que se acredita ser o centro de uma
galáxia em formação. Os quasares são tão pequenos que parecem Estrelas mesmo
nos maiores telescópios; mas eles produzem milhares de vezes mais energia do
que uma galáxia como a Via-Láctea. Talvez sua energia se origine de um buraco
negro gigante existente em seu centro.
Supernova: Explosão brilhante de uma Estrela de massa
elevada, no fim de sua existência. Numa supernova a Estrela brilha com uma
intensidade milhões de vezes maiores do que o seu brilho normal. As camadas
exteriores da Estrela são expelidas, formando um objeto como a nebulosa do
Caranguejo; o núcleo da Estrela pode se transformar numa Estrela de nêutrons,
ou mesmo num buraco negro.
Variável cefeída: Tipo de Estrela cuja produção de luz varia regularmente, à
medida que se contrai e se expande. Trata-se de Estrelas gigantes, dezenas de
vezes maiores que o Sol, e centenas de milhares de vezes mais brilhantes. A
variáveis cefeídas são importantes indicadores de distância na astronomia.
POR: LEONARDO PEREIRA GAMA
VIA: COLA NA WEB
EDITADO POR LUANA SILVA

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